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IA, velocidade e cultura: o novo equilíbrio das contratações em 2026

IA, velocidade e cultura o novo equilíbrio das contratações em 2026

Contratar errado nunca foi tão caro. E contratar devagar nunca foi tão perigoso. Em 2026, empresas que ainda recrutam como em 2019 estão, na prática, abrindo mão do futuro.

O cenário global de talentos mudou — e rápido. Pressão por resultados, escassez de profissionais prontos, avanço da inteligência artificial e novas expectativas da força de trabalho empurraram o RH para o centro da estratégia de negócios. Não se trata mais de preencher vagas. Trata-se de construir vantagem competitiva.

O que realmente mudou na contratação em 2026

A principal virada está no critério de decisão. Experiência e diplomas perderam protagonismo. Em seu lugar, entram:

Segundo Napit Teparak, diretor de Pessoas e Organizações da SCG Chemicals, a lógica é clara:

“A aquisição de talentos não é mais sobre histórico. É sobre capacidade de aprender, se adaptar e gerar impacto no longo prazo.”

Em outras palavras: o potencial venceu o currículo.

IA deixou de ser diferencial — virou requisito básico

A inteligência artificial já atua em praticamente todas as etapas do recrutamento:

O ganho de eficiência é inegável. A velocidade virou um ativo estratégico. Empresas lentas perdem talentos — simples assim.

Mas há um limite claro.

Onde a IA ajuda — e onde ela não pode decidir sozinha

A tecnologia acelera processos. O julgamento humano decide pessoas.

Como alertou Caitriona Staunton, vice-presidente de RH da Primer, em entrevista publicada em 2026:

“A IA só é tão boa quanto os dados dos quais aprende — e pode reforçar vieses sem intenção.”

Por isso, líderes mais maduros estão adotando um modelo híbrido:

Cultura não é algoritmo. E nunca será.

Velocidade sem humanização virou risco reputacional

Outro ponto crítico em 2026 é a experiência do candidato. As empresas mais avançadas passaram a tratá-la como produto:

Há um consenso emergente: processos rápidos não precisam ser frios.

Uma lista curta do que diferencia líderes de seguidores hoje:

Eficiência sem empatia gera rejeição.

Mobilidade interna: a resposta mais inteligente à escassez de talentos

Diante da dificuldade de encontrar profissionais prontos no mercado, empresas globais estão olhando para dentro.

Na SCG Chemicals, o caminho foi claro: desenvolver competências de IA internamente.

“Funcionários que já entendem nossos processos ampliam o impacto da IA mais rápido”, explica Napit Teparak.

Essa estratégia gera três efeitos imediatos:

  1. Aumenta a retenção
  2. Eleva o engajamento
  3. Reduz o risco de contratações erradas

Mobilidade interna deixou de ser benefício. Virou estratégia de sobrevivência.

O novo desenho da força de trabalho

Contratar em 2026 também significa aceitar que o trabalho mudou. Líderes estão adotando:

O ponto em comum? Confiança com clareza. Flexibilidade sem direção não escala.

As habilidades que realmente aceleram carreiras em 2026

Em diferentes setores, gestores convergem nos mesmos critérios. Os profissionais mais disputados combinam:

Mais do que saber IA, é saber aplicá-la com propósito.

O papel do RH mudou — e não há volta

Os líderes que estão na frente já entenderam: contratação em 2026 segue a mesma lógica de qualquer investimento de alto risco.

Isso exige:

Adequação cultural deixou de ser discurso bonito. Virou imperativo de negócios.

No fim, as empresas que vencem essa corrida não são as que contratam mais rápido — mas as que contratam melhor, aprendem mais rápido e constroem relações antes mesmo das vagas existirem.

Porque, em 2026, o talento certo quase nunca está procurando emprego.

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