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Pesquisa com 12 mil líderes de RH aponta as verdadeiras prioridades do futuro do trabalho

Pesquisa com 12 mil líderes de RH aponta as verdadeiras prioridades do futuro do trabalho

Por que redesenhar o trabalho será mais decisivo do que investir apenas em tecnologia.

A inteligência artificial está em toda parte — mas os resultados continuam aquém do prometido.

Agora, um alerta vindo de quase 12 mil líderes de RH ao redor do mundo mostra por que investir apenas em tecnologia pode ser o maior erro estratégico de 2026.

IA virou prioridade, mas a performance não acompanhou

Nos últimos anos, a inteligência artificial saiu dos laboratórios e entrou definitivamente na agenda dos conselhos. Orçamentos cresceram, projetos foram anunciados e o discurso da automação ganhou força.

Ainda assim, muitas empresas seguem enfrentando baixa produtividade, dificuldade de engajar pessoas e escassez de talentos críticos.

O problema não está na tecnologia em si. Está na forma como o trabalho continua sendo desenhado.

Segundo o relatório Global Talent Trends 2026, da Mercer, a maioria das organizações tenta encaixar a IA em estruturas antigas, processos engessados e modelos de gestão que já não respondem à realidade atual.

O resultado é previsível: mais complexidade, mais pressão sobre as equipes e pouco ganho sustentável.

O recado de quase 12 mil líderes é claro: a IA não basta

O estudo ouviu executivos, líderes de RH, funcionários e investidores em diversos países, formando uma das maiores bases globais sobre pessoas, trabalho e desempenho organizacional.

O consenso que emerge dos dados é direto: sem redesenhar o trabalho a partir de princípios humanos, a IA vira apenas mais uma camada de frustração.

Essa constatação marca uma virada importante no debate sobre o futuro do trabalho. A pergunta deixa de ser “qual tecnologia adotar?” e passa a ser “como o trabalho precisa mudar?”.

As 4 prioridades que vão definir o futuro do trabalho em 2026

1. Redesenhar o trabalho para potencializar pessoas e máquinas

A pesquisa mostra que organizações mais maduras não tratam IA como substituta do trabalho humano, mas como complemento estratégico.

Isso exige:

Empresas que ignoram esse redesenho tendem a ver a IA gerar mais ruído do que valor.

2. Recalibrar a troca de valor entre empresa e funcionário

O contrato psicológico mudou — e não voltou ao que era antes da pandemia.

Os dados indicam que:

Ao mesmo tempo, as empresas precisam justificar cada real aplicado em pessoas. O desafio está em criar uma troca de valor equilibrada, com benefícios reais para ambos os lados.

3. Usar dados de talentos como ferramenta de gestão de risco

Em um ambiente volátil, prever talentos se tornou tão estratégico quanto prever receitas.

A pesquisa aponta que:

Não se trata de controlar pessoas, mas de planejar com inteligência.

4. Inaugurar uma nova era para o RH

Talvez o ponto mais sensível do estudo seja este: mudanças incrementais no RH já não funcionam.

O relatório indica que o RH precisa migrar de:

Para muitos líderes, 2026 representa um ponto de não retorno.

Por que isso importa agora — e não depois

O estudo deixa claro que o futuro do trabalho não será definido apenas por quem adota mais tecnologia, mas por quem redesenha o trabalho com coragem e foco nas pessoas.

Empresas que agirem agora tendem a:

As que adiarem decisões correm o risco de investir muito — e colher pouco.

Um aviso final para líderes e RH

A mensagem que emerge da pesquisa é incômoda, mas necessária: a IA não conserta modelos de trabalho quebrados.

O futuro pertence às organizações que conseguem unir tecnologia, dados e humanidade em uma estratégia coerente. Para o RH, isso significa assumir protagonismo — não amanhã, mas agora.

Em 2026, não faltará tecnologia. Faltará clareza para quem insistir em olhar apenas para ela.

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