71% dos recrutadores de alta performance usam dados com frequência — e você?
No recrutamento moderno, confiar apenas no “feeling” pode custar caro. Em um mercado competitivo, os times de RH mais eficientes estão usando dados como bússola para contratar melhor, mais rápido e com mais assertividade.
Um levantamento do Employ Recruiter Nation Report mostra que 71% dos recrutadores de alta performance analisam métricas pelo menos a cada duas semanas. O recado é claro: quem não mede, não melhora.
Mas quais dados realmente importam? E, mais importante: como transformar esses números em ações que façam diferença?
As 3 métricas que todo RH deve acompanhar
Coletar dados não basta. O segredo está em medir o que realmente impacta seus resultados e usar essas informações para ajustar estratégias. Veja as três métricas que fazem toda a diferença:
1. Taxa de conversão de candidatos
O que é?
A relação entre quem visualiza suas vagas e quem de fato se candidata.
Por que importa?
Essa métrica mostra se sua vaga está atrativa, se o employer branding está funcionando e se o processo é acessível.
O que fazer se estiver baixa?
Revisar a linguagem das descrições, encurtar formulários, melhorar a comunicação da vaga e personalizar o discurso por canal.
2. Tempo para preencher a vaga (Time to Fill)
O que é?
O número de dias entre a abertura da vaga e a contratação do candidato.
Por que importa?
Quanto maior o tempo, maior o risco de perder talentos, aumentar a sobrecarga das equipes e gerar custos extras.
O que fazer se estiver alto?
Mapear gargalos: demora na triagem? Entrevistas desorganizadas? Aprovadores lentos? Use automação e cronogramas para agilizar.
3. Qualidade da contratação (Quality of Hire)
O que é?
Mede o desempenho, retenção e adaptação dos novos contratados.
Por que importa?
Não adianta contratar rápido se a pessoa não performa ou sai logo em seguida. Essa métrica mostra se sua triagem está funcionando.
Como medir?
Use avaliações de desempenho, feedback do gestor e taxa de retenção nos primeiros 3-6 meses.
Transformando dados em ação: onde muitos erram
A maioria dos RHs até coleta dados, mas não transforma isso em decisões reais. Para evitar esse erro, siga algumas boas práticas:
Defina objetivos claros antes de escolher as métricas (ex: reduzir tempo de contratação em 20%).
Crie uma rotina de análise: semanal, quinzenal ou mensal. O importante é manter o ritmo.
Automatize relatórios: plataformas de recrutamento, como ATS, já oferecem dashboards prontos.
Associe cada dado a uma ação concreta. Se a conversão caiu, o que será feito? Se o tempo aumentou, quem precisa agir?
RH estratégico se comunica com dados
Saber analisar é importante, mas saber comunicar os dados com clareza é o que dá peso às decisões do RH. Ao apresentar relatórios com foco, clareza e propostas de ação, o RH deixa de ser operacional e assume o papel de área estratégica.
Você não precisa de centenas de indicadores. Com as métricas certas, consistência na análise e foco em ação, é possível transformar seu recrutamento e mostrar o valor real do RH.
