Documento deve ser publicado por empresas com mais de 100 funcionários; governo já iniciou fiscalização.

Empresas podem estar prestes a cometer um erro caro — e muitas nem perceberam ainda. O prazo para cumprir uma das exigências mais importantes da legislação trabalhista recente está acabando, e o risco de multa já é real.

Empresas com 100 ou mais funcionários devem publicar o Relatório de Transparência Salarial até 31 de março. A exigência faz parte da Lei nº 14.611/2023, e já está sendo monitorada pelo governo federal.

Relatório já está disponível para empresas

O Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios já pode ser acessado pelas empresas por meio do Portal Emprega Brasil.

O documento:

  • Está disponível desde 20 de março de 2026
  • Deve ser baixado diretamente pela empresa
  • É individual, baseado nos dados enviados anteriormente

Segundo informações publicadas em 24 de março de 2026 , o material utiliza:

  • Dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) de 2025
  • Informações prestadas pelas próprias empresas
  • Dados complementares enviados ao governo

Ou seja: não é um relatório opcional ou interpretativo — ele já está pronto e vinculado à sua empresa.

Quem é obrigado a publicar o relatório

A regra é clara e objetiva.

Devem cumprir a exigência:

  • Empresas com 100 ou mais empregados
  • De qualquer setor
  • Em todo o território nacional

Se sua empresa se enquadra, não há exceção: a publicação é obrigatória.

Prazo final: 31 de março de 2026

O prazo para divulgação do relatório é curto — e definitivo.

As empresas devem:

  • Publicar o documento até 31 de março de 2026
  • Disponibilizar em canais institucionais
    • Site oficial
    • Redes sociais
    • Ou meios equivalentes

Além disso, a publicação precisa ter:

  • Fácil acesso
  • Ampla visibilidade para trabalhadores e público geral

 Não basta publicar “escondido”. A transparência é parte central da exigência.

Calendário RH 2026

O que acontece se a empresa não cumprir

Ignorar essa obrigação pode sair caro.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego:

  • Já há monitoramento ativo das empresas
  • A fiscalização já está em andamento
  • O descumprimento pode gerar multa

Não é uma exigência simbólica. É uma obrigação com fiscalização real.

Por que esse relatório existe

O relatório foi criado para dar visibilidade a um problema estrutural no mercado de trabalho: a desigualdade salarial.

O objetivo é:

  • Identificar diferenças de remuneração
  • Comparar salários entre homens e mulheres na mesma função
  • Promover maior transparência nas empresas

Essa obrigação está prevista na Lei nº 14.611/2023, sancionada em 3 de julho de 2023, que alterou o artigo 461 da CLT .

O que muda na prática para RH e empresas

Mais do que uma obrigação pontual, o relatório sinaliza uma mudança importante.

Empresas passam a ter que lidar com:

  • Maior exposição pública de dados salariais
  • Pressão por práticas mais transparentes
  • Risco reputacional além de penalidades legais

Na prática, não é só sobre cumprir um prazo — é sobre se adaptar a um novo padrão de transparência.

Checklist rápido: o que sua empresa precisa fazer agora

Se você atua em RH, contabilidade ou gestão, este é o passo a passo essencial:

  1. Acessar o Portal Emprega Brasil
  2. Baixar o relatório da sua empresa
  3. Revisar o conteúdo
  4. Publicar em canal institucional
  5. Garantir fácil acesso ao público
  6. Fazer tudo isso até 31 de março

Se qualquer uma dessas etapas falhar, sua empresa pode ficar irregular.

O que esperar nos próximos meses

O governo federal já anunciou novos desdobramentos.

  • Os dados consolidados serão divulgados em abril
  • A apresentação será feita pelo Ministério do Trabalho e pelo Ministério das Mulheres

Isso indica que a pauta de transparência salarial deve ganhar ainda mais visibilidade — e cobrança.

O Relatório de Transparência Salarial não é apenas mais uma obrigação burocrática.

Ele marca uma virada na forma como empresas lidam com remuneração, igualdade e exposição pública.

Para profissionais de RH, contadores e empresários, o recado é claro: quem se antecipa evita riscos — quem ignora pode pagar caro.